domingo, 24 de julho de 2011

ANJO DA GUARDA : MISSÃO DO ESPÍRITO PROTETOR

O que significa a palavra anjo?

Qual a sua etimologia? É válida a doutrina dos anjos da guarda? Eles influenciam as nossas decisões? Para o desenvolvimento deste tema, escolhemos três subtemas, ou seja, a doutrina dos anjos da guarda, a influência dos Espíritos em nossas vidas e o apelo ao nosso anjo da guarda.

Anjo

– Segundo sua etimologia significa "mensageiro" e por decorrência "mensageiro de Deus". Ser espiritual que exerce o ofício de mensageiro entre Deus e os homens. A palavra anjo desperta geralmente a idéia da perfeição moral; não obstante, é freqüentemente aplicado a todos os seres, bons e maus, que não pertencem à Humanidade.

Anjo da guarda

– Espírito celeste que se crê velar sobre cada pessoa, afastando-a do mal e inclinando-a para o bem; anjo custódio. Espírito protetor, anjo da guarda, ou bom gênio, é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido.

Simbologia

– Segundo muitos autores, os atributos conferidos aos anjos são considerados como símbolos de ordem espiritual. Outros, ainda, vêem nos anjos símbolos das funções divinas, símbolos das relações de Deus com as criaturas, ou, ao contrário, símbolos das funções humanas sublimadas ou de aspirações insatisfeitas e impossíveis. (Chevalier, 1998

Os anjos são mensageiros de Deus, criaturas celestiais, superiores ao homem. Geralmente crianças, como símbolo de inocência e virtude. Normalmente, acreditamos que os Anjos da Guarda são nossos protetores, e que estão sempre nos mantendo mais próximos de Deus. Aos Anjos da Guarda é confiada individualmente cada pessoa ao nascer, protegendo-a do mal até onde a ordem divina o permita,
fortalecendo corpo e alma e inspirando-a à prática das boas ações.

Os anjos , estão sempre do nosso lado, não sabemos quem são, mas estão sempre ali para fazer o nosso bem. Se acreditar nos anjos vai te salvar dos mais absurdos males, não sabemos. Sabemos apenas que conosco funciona. Acreditamos que existem anjos. Acreditamos que eles nos protegem do mal. E até hoje não nos aconteceu nada. Mas não sabemos nada sobre eles. E se já os vimos, cabe aos outros acreditarem. Quando estamos querendo seguir caminhos errados, os anjos nos dizem para parar, mas se nós não os escutarmos eles também não desistem da gente e vão junto para nos proteger são melhores amigos, pois não desistem de nós quando desistimos da vida. Na verdade eles são capazes de irem lá no fundo, da mais profunda tristeza, para nos trazer de volta.

São criaturas invisíveis e, para alguns, até impensáveis. Mas, quem disse que precisa ver para acreditar? Então um cego pode dizer que você não existe para ele. Talvés o cego precise mais ainda de um anjo, pois necessita ser guiado pela escuridão sem fim de sua vida. O anjo se torna seus olhos, seu caminho é uma incerteza, e com ele ao seu lado é mais fácil, pois o cego tem em quem confiar, ele sabe que ao seu lado há um anjo.

QUEM É O NOSSO ANJO DA GUARDA?

O Criador do Mundo pôs à disposição dos todos os seres humanos 72 Anjos, formando 9 Coros de 8 Anjos: são os Anjos da Guarda.
Todos temos o nosso próprio Anjo da Guarda especial, que nos acompanha em todas as encarnações. Este anjo ama-nos incondicionalmente e conhece-nos perfeitamente.
Temos também o nosso Anjo da Guarda Pessoal, que nos acompanha desde o nosso nascimento até à hora da nossa partida.
Os cabalistas hebreus, a partir de uma palavra sagrada e dos salmos de David revelaram o nome e o poder divino dos 72 Anjos que regem o Universo e inspiram as ações criadoras de cada homem.
Para melhor estarmos em contacto com o nosso Anjo da Guarda nada melhor do que sabermos o seu nome e fazermos a Invocação correspondente.
nota: acontece que há vários estudos sobre este assunto e por isso há aqui algumas alterações em relação a outros livros que já li. Há estudos feitos com horas de nascimento e por isso os anjos mudam de nomes , o que nos baralha muito, mas considero que o mais importante é mesmo acreditarmos que temos um anjo que nos protege, independentemente de ter este ou aquele nome.

MISSÃO DO ESPÍRITO PROTETOR

A missão do Espírito protetor é a de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida. O Espírito protetor é ligado ao individuo desde o nascimento até a morte, e freqüentemente o segue depois da morte, na vida espiritual, e mesmo através de numerosas existências corpóreas, porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.

Não é um grande consolo para a nossa alma enfermiça saber que há seres superiores ao nosso lado, que estão ali para nos aconselhar, nos sustentar e nos ajudar a escalar a montanha escarpada do bem? Esses Espíritos se colocam à nossa disposição por ordem de Deus, Assim, há os protetores familiares, os espíritos simpatizantes e um que toma propriamente a responsabilidade de nos conduzir, do nascimento à morte: o anjo da guarda. Basta apenas que tenhamos a humildade de pedir-lhes para nos auxiliar em todas as nossas dificuldades, que ainda estamos sujeitos neste mundo de provas e expiações. Quantas vezes o conhecimento desta verdade não nos salvaria dos maus Espíritos? Quantas vezes nos ajudariam nos momentos de crise, de ansiedade?

Esses Anjos, bons Espíritos estão sempre nos secundando; eles não precisam de trombetas para se fazer notar. Basta apenas nos colocarmos em sintonia com eles, para recebermos os seus avisos salutares. Os avisos, contudo, não vêm como uma ordem, porque se assim fosse delimitaria a nossa própria ação, o uso do nosso livre-arbítrio. Esta doutrina deveria converter os mais incrédulos, por seu encanto por sua doçura. Mas como a maioria das pessoas tem se tornada muito materialistas, elas acabam se esquecendo das verdades mais simples: a existência dos anjos da guarda é uma delas.

O ANJO DA GUARDA NUNCA NOS ABANDONA

Devemos ter sempre em mente que o anjo da guarda é um espírito protetor que quer o nosso bem e a nossa evolução espiritual. Às vezes, parece que ele se afasta de nós. Precisamos verificar se o ocorrido não foi por nossa própria culpa, no sentido de nos afastamos de suas sugestões e de suas inspirações. Lembremo-nos de que, por princípio, os Espíritos superiores nada forçam; eles sempre nos deixam decidir por nós mesmos. Eles podem se afastar momentaneamente, mas nunca nos abandonam de todo.


AOS ANJOS GUARDIÕES E AOS ESPÍRITOS PROTETORES

Em qualquer situação de desespero, podemos nos valer da prece para apaziguar a nossa mente conturbada. Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, dá-nos algumas instruções sobre os mais variados tipos de preces. Em se tratando deste tema, transcrevemos uma delas: "Espíritos esclarecidos e benevolentes, mensageiros de Deus, que tendes por missão assistir os homens e conduzi-los pelo bom caminho, sustentai-me nas provas desta vida; dai-me a força de suportá-la sem queixumes; livrai-me dos maus pensamentos e fazei que eu não dê entrada a nenhum mau Espírito que queira induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência com relação aos meus defeitos e tirai-me de sobre os olhos o véu do orgulho, capaz de impedir que eu os perceba e os confesse a mim mesmo". (Kardec, 1984, p. 330)



domingo, 17 de julho de 2011

SAÍDA OGUM E CONFIRMAÇÃO ALABÊ

OBRIGADA A TODOS QUE PRESTIGIARAM A SAÍDA DE OGUM E A CONFIRMAÇÃO DO ALABÊ DA CASA.

O SENTIDO DAS OFERENDAS E COMO FAZÊ-LAS...

Devem ser feitas e entregues com o maior capricho possível. Não precisam ser caras, mas devem ser Bonitas. As cores e o material usado varia muito, dependendo da entidade, ou do Orixá A Ser Oferendado Como Também do objetivo do trabalho.


Nas oferendas em geral, Costuma-se forrar o local aonde será assentada ou entregue Com um pedaço de tecido, folhas de vegetais ou folhas de papel De seda. Alguns materiais usados em oferendas são: Frutas diversas, rosas ou flores do campo, plantas e ervas.


Nossa maior benção é ter a força da Natureza À nossa disposição, Afinal cada orixá ou guia a se Oferendar Tem um Ponto de Força Dentro da Natureza. Um ponto de Força, além de ativar a Divindade, ativamos Também As forças elementais da natureza deste local em uma Ação dupla de pura Força e Poder. Portanto, além de termos uma grande responsabilidade com a Preservação da natureza, temos também a responsabilidade de Saber onde, como e para quem pedir o amparo e a sustentação Em nossas dificuldades, assim não ativaremos forças contrárias Ou desnecessárias às nossas necessidades.

É preciso ter responsabilidade acima de tudo nas Solicitações em oferendas, lembrando que, antes de tudo, o auto Conhecimento, o respeito e a fé são fundamentais.

OXALÁ – Oferendamos Oxalá quando necessitamos fortalecer ou despertar em nosso íntimo os sentimentos de fé, paciência, tolerância, perdão e compaixão. Quando precisamos colocar em nossas vidas mais esperança e confiança.

OYÁ – Oferendamos Oyá quando necessitamos despertar ou equilibrar a religiosidade em nossas vidas, ou seja, é a Ela que clamamos quando nossa fé ou nossa religiosidade está desvirtuada pelo fanatismo, quando está ausente ou até pela má utilização da fé. É Oyá quem absorve os excessos da fé. A Ela também solicitamos envolver, purificar e redirecionar, com suas ondas espiraladas, os eguns perdidos no tempo, aqueles espíritos que ha muito tempo vagam no astral, que já se encontram perdidos e com seus mentais vazios tornando-se alvos fáceis para as grandes quiumbas que os escravizam e os utilizam para o mal. Além desses tipos de eguns, Ela também recolhe aqueles que nos acompanham desde muito tempo, de vidas passadas, e que por um sentimento de vingança emocional nos envolvem desequilibrando-nos até hoje. Ela é a Dona do Tempo cronológico.

OXUM – Oferendamos Oxum pedindo que Ela amoleça o nosso ou outros corações, a fim de se tornarem mais amorosos. Pedimos a Ela que estimule a união através dos sentimentos de amor puro e fraternal. Só através do amor puro é que a verdadeira união acontece e essa união vale em todos os sentidos (profissional, social, familiar, etc). Com essa união vem a felicidade, ou seja, a verdadeira prosperidade é concedida a nós. Portanto Ela é a Mãe da Concepção, aquela que tudo concede quando há amor.

OXUMARÉ – Oferendamos Oxumaré quando é necessário diluir sentimentos que estão desequilibrados. Por se tratarem de sentimentos viciados eles são ou se tornarão dolorosos como, por exemplo, o sentimento da paixão ou do desejo. É importante salientar que algumas vezes não percebemos o desequilíbrio emocional em que nos encontramos, portanto, se fazem necessários o autoconhecimento, o verdadeiro querer melhorar e, principalmente, a fé.

A Oxumaré solicitamos também que renove o nosso emocional trazendo a pureza dos sentimentos pois este é o Orixá da renovação do amor na vida dos seres. Ao trazer a cura emocional Ele é também capaz de, automaticamente, curar o físico, sendo assim, oferenda-se Oxumaré também para solicitar a cura Como o Caminho Religioso.

OXÓSSI – Oferendamos Oxóssi para que ele nos ajude no raciocínio consciente, ou seja, para que ele nos traga o conhecimento, o esclarecimento e a sabedoria em todos os sentidos da vida. A Ele também solicitamos a coragem, a rapidez, o espírito caçador para as novas empreitadas. Pedimos que sustente nossa caminhada espiritual com sabedoria e que cure nossos mentais desequilibrados. Oxóssi é um Orixá guerreiro, que nos traz a força da atitude, a força da vontade, enfim, é o Orixá que nos ajuda naquilo que mais precisamos para evoluir: O Conhecimento. É um Orixá que tem como domínio as matas e ervas e por isso propicia também a cura energética e mental.

OBÁ – Oferendamos Obá para pedir concentração mental e quietude racional, ajudando a boa memória e a capacidade de assimilação mental. No entanto, a Ela também solicitamos que nos ajude a eliminar pensamentos negativos ligado aos dogmas e conhecimentos errôneos, pedimos que nos ajude a esquecer aquilo que nos negativa. Obá, com sua ação discreta e firme, estimula nossa interiorização favorecendo o auto conhecimento e paralisando todas as formas viciadas de conhecimentos. Essa Orixá nos traz o sentido do “chão firme”, portanto, devemos clamá-la naqueles momentos em que nos encontramos sem chão ou aéreos demais, precisando de concentração e firmeza de pensamento.

XANGÔ – um dos Orixás mais temidos pelo fato de ser Ele o determinador da Justiça e quem ativa a Lei em nossas vidas, fazendo valer o ponto que diz “quem deve paga e quem merece recebe”. Portanto, oferendar Xangô é muito forte e muito especial, é nesse momento que devemos baixar nossas cabeças e permitir que seja feita a vontade de Deus e não a nossa. E é esse o “espírito da coisa”: não se oferenda Xangô para pedir a nossa justiça, mas a justiça Divina. Infelizmente, isso pouco acontece, pois as pessoas estão viciadas em seus desejos e julgamentos e vão logo aos pés do Grande Rei Xangô pedir seus desejos, o que é um grande erro. Devemos oferendar Xangô para buscar e pedir equilíbrio entre a razão e a emoção, a justiça, a sensatez, a razão, a determinação e a coragem para recebermos aquilo que merecemos. Pedimos a Ele que nos mantenha sensatos e livres de quaisquer julgamentos, tanto os que emitimos quando os que recebemos.

EGUNITÁ – mesmo sabendo que poucos conhecem ou cultuam essa Orixá, vale a pena dizer que Ela é o fogo vivo e divino, Antigamente Era Denominada Iansã do Fogo Em Alguns Terreiros, portanto a Oferendamos quando queremos que essa ação do fogo queime e consuma todas as energias negativas, todos os excessos emocionais e todos os cordões negativos que nos envolvem e envolvem nossas casas. Ela também ajuda a consumir energias de vícios.

OGUM – falar desse Orixá é falar de coragem, lei, ordem, ordenação, retidão e determinação, portanto Oferendamos Ogum para receber em nosso íntimo esses atributos e para manifestá-los em todos os sentidos das nossas vidas, seja profissional, material, emocional ou espiritual. Quando o Oferendamos pedimos também que nos envolva com sua força guerreira, solicitamos a abertura de nossos caminhos e a proteção de seus Guardiões da Lei. Ogum não julga nada nem ninguém, pois esta atribuição pertence a Xangô. Ogum é quem aplica a Lei, portanto oferendar Ogum no sentido de submissão à Lei Maior e à Justiça Divina (ou seja, submissão a Deus) é dar as costas para receber os “chicotes” da Lei. Esses doem, mas são necessários para cessar nossas dividas cármicas acelerando nossa evolução espiritual. Feliz daquele que tem coragem, amor e fé suficientes para sentir tão grande Poder e Ação, fazendo valer o ponto: “o que se ganha de Ogum só Ogum pode tirar”. É por isso que dizemos que Ogum é quem ativa nossas próprias demandas como também é o único que tem o Poder de ordenar a quebra de nossas demandas, tudo pela determinação da Lei de Deus.

YANSÃ – Oferendamos Yansã para pedir movimento e direção em todos os sentidos da vida, a Ela solicitamos que nos envolva com sua Força guerreira para nos ajudar em nossas mudanças e conquistas, portanto, a Oferendamos quando estamos com nossas vidas estagnadas, quando nos encontramos depressivos, sem energia, sem direção, perdidos e cheios de dúvidas, afinal Yansã é a manifestação da alegria e da paixão pela vida e pelo que faz. Pedimos também a força e o movimento de Yansã para que envolva e encaminhe todos os eguns, espíritos negativos que desvirtuam nossa caminhada material, emocional e espiritual, direcionando-os aos domínios de Obaluaiyê ou Omulu onde serão conduzidos aos seus lugares de merecimento. Ela esgota os seres e os redireciona, abrindo novos caminhos por onde evoluirão de forma menos emocional. Yansã é a Orixá do Tempo climático, Senhora dos ventos, dos raios, do movimento e da direção.

OBALUAIYÊ – Oferendamos este Orixá para pedir que Ele nos ajude em nossa evolução espiritual e que nos traga a sabedoria junto com a paciência – a sapiência. Ele é o Senhor das Passagens, portanto é ele quem permite a nossa passagem de um nível para outro, isso quer dizer que é ele quem nos conduz e quem abre as porteiras em nossas mudanças de estágios ou graus espirituais, por isso é a Ele que clamamos quando nos encontramos estagnados e paralisados. Também é Ele quem nos conduz nas mudanças de estado encarnado para desencarnado e vice-versa, ou seja, é ele quem acolhe os espíritos que acabaram de desencarnar, assim como conduz os espíritos que irão reencarnar. A Ele pedimos estabilidade, proteção e sabedoria anciã. Também pedimos para transmutar e transformar nossos sentimentos, portanto, é Ele quem permite e proporciona a cura da alma.

NANÃ – Oferendamos Nanã para solicitar que Ela decante nossos sentimentos e lembranças negativas, que nos ajude a esquecer as mágoas, o rancor, a dor, etc. A Ela pedimos maturidade e mobilidade para viver em harmonia e com sabedoria.

YEMANJÁ – a grande Mãe da Vida é ofertada quando precisamos de coisas novas em nossos caminhos, por isso pedimos a Ela que gere em nós a vontade de viver, de crescer, de melhorar, etc. Pedimos que Ela gere em nós, e para nós, novas oportunidades em todos os sentidos da vida. Como grande Mãe que é, Ela rege a família e portanto equilibra e apazigua os laços familiares e o sentido de “ser mãe”. Ela nos favorece suas qualidades geradoras, renovadoras e criacionistas, ou seja, Ela nos permite buscar coisas novas, aguçando nossa criatividade e estimulando nossas percepções.

OMULU – sabemos que muitos identificam Omulu e Obaluaiyê como sendo o mesmo Orixá, no entanto, a ação de Omulu é muito mais ativa, pois é um Orixá cósmico, ou seja, atua em nossa vida de forma ativa paralisando nossos desequilíbrios e punindo, caso seja necessário, as terríveis quiumbas que já se encontram de forma super negativadas. Portanto solicitamos a Omulu, o grande Orixá do Fim, que coloque um fim nas ações do baixo astral, um fim em nossos desequilíbrios emocionais e espirituais, assim como um fim às dores da alma, do físico e da mente.


Alguns pontos que merecem ser destacados e devem ser lembrados no momento de oferendar:

• A melhor e mais poderosa de todas as oferendas é aquela que fazemos sem pretensão alguma, somente com o sentido de agradecimento. Essa é a oferenda religiosa que tem como guia nosso coração e que pode ser realizada dentro da nossa casa a qualquer hora, é só ofertar ao Orixá o nosso amor e a nossa fé.

• Tudo que for solicitado só será atendido diante da necessidade e do merecimento da pessoa, portanto, as oferendas não devem ser confundidas com barganhas.

• Não adianta a pessoa oferecer uma feira inteira ao Orixá se não tiver Fé. Muito mais do que está sendo oferecido as Divindades esperam o amor, o respeito, a fé e os sentimentos positivos do fiel no momento da oferenda.

• As Divindades não comem os elementos ofertados, Elas apenas absorvem as energias dos elementos e as conduzem aos seus fieis de forma potencializada e divina, portanto, Ogum não bebe a cerveja, Oxalá não come a canjica, Oxóssi não come as frutas, etc.

• Lembre-se sempre de preservar a Natureza e o respeito à sociedade. Não deixe sujeira nos pontos de força. A Umbanda e a Natureza agradecem isso porque nossos Orixás e espíritos habitam justamente as florestas, campinas, cachoeiras, pedreiras, lagos, pântanos, rios, fontes, praias, mares, etc. São desses lugares, pontos de força, que retiramos as energias necessárias para realizar os cruzamentos, amacis, deitadas, etc., rituais essenciais ao desenvolvimento mediúnico na Umbanda. Por essa razão, mais do que qualquer outra pessoa, o Umbandista deve ter uma forte consciência ambiental. Como iremos pedir o auxílio e a presença do senhor das matas, se quando lá estamos, sujamos seu espaço? Queimamos suas árvores? Matamos seus animais?

Uma das melhores oferendas que fazemos a essas forças é preservar os seus domínios. Devemos respeitar cada ponto da natureza, como se fosse um templo sagrado e intocável.

Por isso, quando houver a necessidade de realizar uma oferenda, em qualquer lugar da natureza,faça como nós, evite deixar qualquer espécie de lixo. Procure utilizar materiais biodegradáveis no lugar de plásticos, vidros, metais, etc.

Ao invés de alguidar, forre o local com folhas de bananeira ou mamona. O Alguidar demora muito para se decompor e evita a decomposição rápida dos elementos que estão dentro dele, gerando o mau cheiro.

Ao invés de deixar garrafas, despeje o líquido em volta da oferenda. O vidro, além de demorar para se decompor, pode causar ferimentos às outras pessoas que por ali passam. Despejando o líquido ao redor da oferenda, a terra sugará sua oferta e a essência será entregue a força que você desejar.

Ao invés de presentes de plásticos, como pentes, espelhos, etc., comuns nas oferendas à Iemanjá e Oxum, opte por flores e materiais de madeira. Não jogue garrafas dentro dos rios e mares, despeje a bebida nas águas e leve o litro para o lixo. A intenção, a validade, será a mesma.

Evite acender velas próximo às arvores e vegetações secas. Essa atitude irá evitar incêndios e a destruição da mata sagrada.

Procure desenvolver essa consciência e a leve para o dia-a-dia. Não jogue lixo nas ruas, praças, encostas, rios, bueiros. Não polua o ar com gases tóxicos. Troque as sacolas plásticas pelas sacolas de fibra. Separe os materiais recicláveis. Evite incêndios. Aconselhe as demais pessoas a tomarem as mesmas atitudes, pois só assim poderemos salvar nosso planeta.

Com essas atitudes simples e inteligentes, o Umbandista se integrará inda mais à natureza, passando a ser parte dela. Além de contribuir para a preservação do planeta, estará, indiretamente, agradando aos Orixás, pois estará fazendo sua parte na preservação de suas moradas sagradas.

O MONGE E A PROSTITUTA


Vivia um monge nas proximidades do templo de Shiva. Na casa em frente, morava uma prostituta. Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.
- Você é uma grande pecadora - repreendeu-a. Desrespeita a Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e refletir sobre a sua vida depois da morte?

A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento orou a Deus, implorando perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento.

Mas não encontrou nenhum trabalho diferente. E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se. Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, rezava e pedia perdão.

O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo:
"A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa - até o dia da morte desta pecadora".

E desde esse dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: a cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.

Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e lhe disse:

- Vê esse monte? Cada pedra dessas representa um dos pecados morais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!

A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, orando:

- Ó Senhor, quando Vossa misericórdia irá me livrar desta miserável vida que levo?

Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e a levou. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.

A alma da prostituta subiu imediatamente ao céu, enquanto os demônios levaram o monge ao inferno. Ao cruzarem no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo, e clamou:

- Ó Senhor, essa é a Tua justiça? Eu, que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu!

Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:

- São sempre justos os desígnios de Deus. Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo. Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, esta mulher orava fervorosamente dia e noite. A alma dela ficou tão leve depois de chorar que podemos levá-la até o paraíso. A sua alma ficou tão carregada de pedras que não conseguimos fazê-la subir até o alto.


Paulo Coelho

domingo, 19 de junho de 2011

CONTOS DE CANDOMBLÉ...

A quizila de Ogum  com o quiabo QUIABO, QUIZILA DE OGUM

Você sabe por que Ogum não gosta de quiabo? Foi por causa de uma contenda dele com Xangô.
Xangô era muito ambicioso por status, principalmente pelo título de rei, por se sentar no trono de um reinado. Foi o que aconteceu na cidade de Oyó.

Xangô estava para entrar em Oyó, com sua comitiva, quando avisaram Ogum. O povo pediu sua ajuda, pois ele era um grande guerreiro, e Ogum não se negou. Mas, como em tudo existe falsidade, a notícia de que Ogum estava contra Xangô vazou.

Xangô sabendo tomou suas atitudes. Ele tramou uma cilada para Ogum. Mandou comprar muito quiabo em todas as aldeias e mandou picar. Fez uma pasta com o quiabo. Pelo lado em que ele ia atacar a cidade tinha uma ladeira.

O que ele fez? Mandou espalhar que o ataque era naquele dia. Aí mandou espalhar o quiabo ladeira abaixo. Já viu como ficou, né? Ninguém se segurava. Escorregavam todos ladeira abaixo. Foi assim que, quando Ogum apareceu no caminho, pensando que ia vencer Xangô, todos os seus cavaleiros, até mesmo Ele, desceram ladeira abaixo e os seus cavalos quebraram as pernas. Assim, Xangô tomou posse da cidade de Oyó e comandou tudo por um século.

É por isso que Ogum não suporta quiabo.

Fonte: Mãe Beata de Yemonjá
Caroço de Dendê

A UMBANDA

Surgiu no Rio de Janeiro prescisamente em Niteroi na decada de 1920 durante uma sessão de mesa branca na casa do Sr. Zélio Morais. ela acaba de fazer 98 anos de oficialização.
Se é preciso que eu tenha um nome digam que sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois não haverá caminhos fechados para mim. Venho trazer a Umbanda, religião que harmonizará as famílias e que perdurará até o final dos séculos ...
Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade.
"Nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos os que souberem menos e a nenhum viraremos as costas ou dire­mos não!. Com estas palavras, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, incorporado em seu médium Zélio Fernandino de Moraes, que na época contava com 17 anos, fundou a religião de Umbanda, tendo se manifestado dentro da recém fundada Federação Espírita de Niterói, no dia 15 de Novembro de 1908.
No dia seguinte, na casa da Família Moraes, o Caboclo se manifesta fundando ali a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Nossa Senhora acolheu Jesus em seus braços, a Umbanda haveria de acolher os filhos seus. No mesmo dia se apresentou Pai Antônio e juntos, o Caboclo e o Preto Velho, marcaram as duas principais linhas a se manifestar na Umbanda.
Logo viriam as Crianças, a Linha de Ogum, os Exus sob doutrina e outros que se mesclam nestas linhas que trabalham juntas na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.
A influência kardecista na tenda seria grande, contando inclusive com uma mesa branca para os trabalhos de desobsessão.

Zélio de Moraes dedicou todos os dias de sua vida à Umbanda até o ano de 1975, quando se deu o seu desencarne. Foram inúmeros casos de orientação espiritual, desobsessões e curas que vão das mais simples até as milagrosas.

Durante os seus 67 anos de trabalho voltado para a Umbanda, Zélio fundou dezenas de Tendas e ajudou a fundar centenas delas. Das tendas fundadas por ele, que se mantinham sob seu comando indireto, continua ativa ainda a Tenda Espírita São Jorge, sob o comando do Sr. Pedro Miranda, também presidente da União Espírita de Umbanda do Brasil, que já se chamou Federação Espírita de Umbanda do Brasil, a primeira Federação da religião fundada em 1939 por orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Zélio de Moraes era homem de um coração e bondade que pouco se vê, comparado apenas aos grandes Mestres Iluminados que já passaram por esta Terra.
Muito se fala sobre a origem da palavra Umbanda, podemos citar aqui pelo menos três prováveis origens:
Pode ter vindo do kimbundo, língua falada em Angola, onde significa a arte de cura ou a prática espiritual do Sacerdote-Xamã Kimbanda.
Alguns acreditam que a palavra teria vindo do sânscrito Aum­bhandã, traduzido por Conjunto das Leis de Deus. Há ainda uma teoria mais popular e até simpática para o significado da palavra onde o Um é Deus e a Banda somos nós, logo Umbanda seria nós e Deus, ou a Banda do Um.
Podemos dizer ainda que Caboclo e Preto-Velho já incorporavam em outras práticas e rituais como nos Catimbós, Encantarias, Tambor de Mina, Cabula, nas Macumbas Cariocas e outros, no entanto não caracterizava um ritual de Umbanda como define pai Ronaldo Linares: "Umbanda é uma religião espírita, ritmada, ritualizada, de origem euro-afro-brasileira".
Esta é a Umbanda e da forma como está estabelecida ou, da forma como a reconhecemos, ela nasce com o ritual do Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois o que define sua origem não é a data nem a origem do nome Umbanda, muito menos o fato de caboclos ou pretos velhos incorporarem em outros locais, o que define sua origem é o ponto de partida onde surgiu o ritual que chamamos e identificamos como Umbanda.
Zélio deixou um legado para seus descendentes: A mais antiga tenda de Umbanda existe e funciona até os dias de hoje na Travessa Zélio de Moraes em Boca do Mato, no município de Cachoeiras de Macacu, onde funciona também a Cabana de Pai Antônio.
À frente dos trabalhos hoje está a neta carnal de Zélio de Moraes a Sra. Lygia Cunha. Mãe Zilméia de Moraes Cunha (Mãe carnal de Lygia) se encontra na flor dos seus 93 anos de idade com uma lucidez de impressionar qualquer pessoa.
Mãe Zilméia é uma senhora de uma grande simpatia e muita simplicidade no modo de viver. A forma como expressa seus sentimentos a caracterizam como a pessoa mais amorosa que este simples escrevente teve o prazer de conhecer.
Pai Antônio sempre a chamou de carneirinho, por suas madeixas douradas e seu jeito doce de lidar com as pessoas. Mãe Zilméia se emociona ao lembrar de tantos anos ao lado de seu Pai na lida espiritual e sempre que relata alguns dos casos e histórias que envolvem sua vida espiritual costuma dizer:
"Não me arrependo de nada, faria tudo outra vez;" "Nasci para ser espírita!", "Papai sempre dizia..."
Não há quem não se sinta ao lado de uma Mãe ou de uma Avó muito querida, quando tem a oportunidade de trocar algumas palavras com esta querida, de todos nós mãe, Zilméia, fi­lha carnal de Zélio de Moraes.
Queremos dizer a Mãe Zilméia que nós a Amamos muito e esperamos o momento de nos encontrarmos outra vez.
A Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade está se preparando para fazer uma reforma em sua estrutura física. O Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca em conjunto com o Jornal de Umbanda Sagrada, está criando um "livro de ouro" para o recebimento de doações.
O livro, que tem por objetivo assegurar a transparência na arrecadação e no envio das doações a seu destino final, registrará o nome e o valor que cada irmão vier a doar para a reforma deste patrimônio histórico vivo da nossa reliião, e será entregue juntamente com o montante de doações diretamente à Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.O que é a umbanda?
A mitologia umbandista tem um claro sentido hierarquizante. As entidades religiosas distribuem-se por sete "Linhas", comandadas por santo católico. As linhas subdividem-se em "Falanges" e "Legiões", pelas quais distribuem-se espíritos desencarnados em vários estágios de evolução. O altar principal, chamado "Congá", costuma ser enfeitado com uma grande quantidade de imagens e objetos, ilustrando a complexidade do panteon umbandista. Estes altares podem ter imagens de Cristo, o Guia do Terreiro, Nossa Senhora, santos como São Lázaro, São Jorge, Cosme e Damião, orixás, pretos velhos, caboclos, velas, colares, flores e por vezes ícones cívicos, como a bandeira nacional. A Umbanda surgiu no entre guerras, momento de forte afirmação do Estado nacional, e se assume como religião patriótica.
O culto é feito numa "Gira", composta de música e dança sagradas. Os atabaques marcam o ritmo, os médiuns cantam o "ponto" sob a liderança da Mãe ou Pai de Santo, dançam em roda, e recebem os guias espirituais, funcionando como seus "cavalos" ou "aparelhos". Além de se expressarem dançando a sua energia vital, como ocorre no Candomblé, os guias da Umbanda se apresentam para dar conselhos aos fiéis que se aproximam. Orientam os fiéis e purificam-nos através de "passes", protegendo-os dos ataques místicos de que são vítimas. A Mãe e algumas filhas de santo mais desenvolvidas costumam receber fiéis para consultas, o que fazem incorporadas pelos seus guias. Os terreiros de Umbanda tornam-se, assim, centros de avaliação e de resolução de uma infinidade de pequenos conflitos que afligem as pessoas em seu cotidiano. São especialistas na identificação das causas dos infortúnios, profundos conhecedores da psicologia social local. Ajudam a conformá-la, inclusive, emprestando-lhe um sentido maior. As competições cotidianas, cujos resultados desiguais semeiam a inveja e o ressentimento, resultam na produção de feitiços, ou mesmo na simples geração de negatividades que fazem mal. O povo da Umbanda (dir-se-ia o povo brasileiro, em larga escala) leva a sério o "mau olhado". Na UMBANDA (de uma maneira geral, pois existem variações referentes às diversas ramificações existentes), os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior, ARUANDA,que na Terra representam às forças da natureza (muitas vezes confunde-se a força da natureza com o próprio Orixá):
Oxum as águas doces;
Iemanjá as águas salgadas;
Iansã os ventos, chuvas fortes, os relâmpagos;
Xangô a força do trovão e o fogo provocado pelos relâmpagos etc. A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais são seus protegidos e uma parte das emanações do Orixá presentes no Orí ou Camatuê (Camatua) desses filhos.Orixá, dentro do culto Umbandista (de uma maneira geral) não são incorporados (não se incorpora o fogo de Xangô, os ventos de Iansã, as águas doces de Oxum ...).O que se vê dentro dos vários terreiros, centros, tendas etc., são os Falangeiros dos Orixás (ou também conhecidos como encantados); ou seja, espíritos (não re-encarnacionais) de grande luz espiritual que vêm trabalhar sob as Ordens de um determinado Orixá.Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, confundindos com os próprios Orixás, pois sua força é a emanação pura do Orixá (ou como alguns dizem: são a vibração virginal dos Orixás). Sendo assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus "cavalos" e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá. Porém, são frágeis (o médium pode perder sua sintonia muito facilmente) e exigem muito dos médiuns não podendo permanecer por muito tempo em Terra. Podemos utilizar como exemplos de Falangeiros.


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KETU, A TERRA DOS ORIXÁS

Ketu é a terra dos Orisas

De todos os cultos do candomble o mais conhecido é o Ketu, que vem do Yorubá, e foi desse culto que a umbanda emprestou suas sete linhas.

Ketu é a terra dos Orisas
De todos os cultos do candomble o mais conhecido é o Ketu, que vem do Yorubá, e foi desse culto que a umbanda emprestou suas sete linhas.

Os Orixás: Esu, Ogun, Ossosi, Sango, Logun Ede, Iroko, Omulu, Ibeji (Tahie Lulu, Kehinde), Oya, Obá, Eua,Osum, Iemondja, Nanã, Osoguian, e Osala.

Os Orixás não são Deuses como muitas pessoas podem conceber ou como em outras religiões, mas sim Divindades criadas por um único Deus: Olorum.

A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais são seus protegidos e uma parte das emanações do Orixá presentes no Orí desses filhos.

CARGOS MAIS COMUNS DENTRO DO CANDOMBLÉ

babalorisa - pai de santo detém o axé

yalorisa - mãe de santo detém o axé

babaquequere - pai pequeno

yaquequere - mãe pequena

Pejigã - cuida das coisas do roncó

Yia Dagã - pessoa que despacha eshu e padês

yabacê - pessoa que cozinha para os orixás

ogan alabê - pessoa que canta o candomblê

ogan axogun - pessoa que sacrifica os animais

êkedji - mãe que o orixá escolheu e confirmou .

NOME DOS TOQUES DOS ORIXÁS

Alujá - SANGÔ

Agerê - ODE

Opanigê - OMULU/ OBALUAIE

Bravum - BESSÉM

Ijeshá - OXUM - LOGUM EDÉ - OXALÁ

Ilú - IANSÃ - OBÁ

Egó - YANSAN

Aderê - YEMONDJA

Batá - OGUN - ESU

NOME DOS ATABAQUES

rum - o maior

rumpi - o médio

lé - o menor

o agogô de Kêtu chama-se gan.

as varinhas usadas para toque chama-se aguidavis.

SAUDAÇÕES, CORES E DIAS DA SEMANA

OGUN patacori Ogun- azul escuro terça

ODÉ okê arô Odé - azul claro quinta

OMULU Atoto Obaluaiê- preto/branco/rajado segunda

OSSAIN Eu Eu Assa - azul/vermelha quinta

OSHUMARE Arro Boboi - preto/amarelo/rajado sexta

YORIMA Kitaua Yorimá preto/branco/alternado segunda

IROKÔ Irokô Eu Aguê- runjeve - sábado

LOGUM Loci Loci Logun - dourado/azul/alternado quinta

0OXUM Oraie Ieu Osum - dourada- sábado

YEMONDJÁ Odôia - prateada -sábado

YANSAN Eparrei Oyá- vermelha -quarta

EWÁ- Nirró- /vermlho/rajada- quinta

NANÃ Salúba- lilás - sábado

XANGÔ Kabiencilê- vermelho/branco/rajada -quarta

OBÁ Oba shi re- vermelha/marrom - quarta

OXALÁ Epi Epi Babá- branco - sexta

ERÊ Erêmim - todas cores - sexta

ESHU Laroie- vermelha/preta -segunda

Hierarquia no candomblé Ketu:

1. Iyá / Babá: significado das palavras iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
2. Iyalorixá / Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
3. Iyaegbé / Babaegbé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia.
4. Iyalaxé (mulher): Mãe do axé, a que distribui o axé e cuida dos objetos ritual.
5. Iyakekerê (mulher): Mãe Pequena, segunda sacerdotisa do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.
6. Babakekerê (homem): Pai pequeno, segundo sacerdote do axé ou da comunidade. Sempre pronto a ajudar e ensinar a todos iniciados.
7. Ojubonã ou Agibonã: É a mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação.
8. Iyamorô: Responsável pelo Ipadê de Exú.
9. Iyaefun / Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iyawos.
10. Iyadagan e Ossidagã: Auxiliam a Iyamorô.
11. Iyabassê: (mulher): Responsável no preparo dos alimentos sagrados as comidas-de-santo.
12. Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
13. Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas.
14. Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
15. Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê.
16. Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
17. Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar recolhido.
18. Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
19. Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hirarquia.
20. Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Trabalha em conjunto com Iyalorixá / Babalorixá, iniciados e Ogans. Não pode errar. (não entram em transe).
21. Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. (não entram em transe). Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens. No Candomblé Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
22. Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).
23. Ebômi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho).
24. Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil. (em edição)
25. Iaô: filho-de-santo (que já foi iniciado entra em transe com o Orixás).
26. Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.

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CANDOMBLÉ ANGOLA


Uma das caracteristicas do povo de Angola importantes são a lingua o kimbundo é o kicongo que emprestam muitas palvras ao portugues.

Angola


Uma das caracteristicas do povo de Angola importantes são a lingua o kimbundo é o kicongo que emprestam muitas palvras ao portugues.
As referências dos Jinkisi/Akixi e algumas referências aos Orixás yorubá mais conhecidos, entendamos estas semelhanças como caminhos, e não como individualidades.

No Brasil os cultos que prevalecem nos candomblés Angola, Congo (com algumas variações de casa para casa ou de família para família de culto).

Pambu Njila - Nkosi - Katendê - Mutakalambô - Nsumbu - Kindembu - Nzazi - Hongolo - Matamba - Ndanda Lunda - Nkaia - Nzumbá - Nkasuté Lembá - Lembarenganga

Os mais velhos trouxeram cantigas, rezas, tudo em Kimbundo e Kikongo (algumas também em Umbundo e outros dialetos). Muita coisa se perdeu até mesmo por haver a associação com as tradições Jeje nagô, que foi em ultima instância prejudicial para as tradições bantu.

Não que estas sejam mais certas ou mais erradas, mas que cada tradição deve ser mantida e respeitada, pois faz parte da história da própria humanidade, de como nos organizamos, como desenvolvemos outros falares, de como nos organizamos como sociedade, etc. e ao que parece, tínhamos um culto primitivo comum que com as distâncias das eras e também geográficas foi se modificando e incorporando novos elementos.

Acima de tudo está Nzambi Mpungu (um dos seus títulos) Deus criador de todas as coisas. Alguns povos bantu chamam Deus de Sukula outros de Kalunga e outros nomes ainda associam-se a estes.

O Culto a Nzambi não tem forma nem altar próprio. Só em situações extremas eles rezam e invocam Nzambi, geralmente fora das aldeias, em beira de rios, embaixo de árvores, ao redor de fogueiras. Não tem representação física, pois os Bantu o concebe como o incriado, o que representa-lo seria um sacrilégio, uma vez que Ele não tem forma.

No final de todo ritual Nzambi é louvado, pois Nzambi é o princípio e o fim de tudo.

O culto no Brasil

A partir da Mameto de inkice Maria Nenen e de outros Tatetos como, Jubiabá, Olegário, Bernardinho, Ciriaco, Joãzinho da Goméia, Tombeici o culto Banto ou Candomblé da Nação de Angola, como é chamado o culto no Brasil, teve maior destaque na comunidade afro-brasileira.

Estes negros ou bantos, como eram chamados devido a língua que falavam, seguiam a tradição religiosa de lugares como: Casanje, Munjolo, Cabinda, Luanda entre outros.

Mas, o culto banto tem sua liturgia particular e muito diferenciada das culturas yorubá e fon.

História dos povos Banto

A grande maioria dos 11.000.000 habitantes que formam a população de Angola, são de origem Bantu. No entanto, outra considerável parte é formada por misturas que começaram muito cedo: primeiramente. entre os diversos grupos que migraram para o território e depois com Europeus (na grande maioria Portugueses) durante a colonização. Existem ainda algumas minorias que não são Bantu, como os Bochimane e um considerável número de Europeus. Há 3000 ou talvez 4000 anos atrás, os Bantu sairam da selva equatorial (a região que é hoje ocupada pelos Camarões e pela Nigéria) e dividiram-se em dois movimentos diferentes: para o Sul e para Este criando a maior migração jamais vista na áfrica. De causa desconhecida, esta migração continuou até ao século XIX. A selva equatorial era uma área de passagem impossível. Só o machado ou o cutelo, a rápida e nutritiva produção de banana e o inhame possibilitaram uma façanha que durou séculos. O excelente nível de nutrição deu lugar a uma invulgar explosão demográfica. A exuberância da selva equatorial, os rios e lagos das grandes savanas, tão bons para a agricultura e a descoberta do ferro - um mineral muito comum na áfrica - deram força à grande aventura. Caminhando sempre em direcção ao Sul. estes vigorosos, armados, organizados e jovens povos, venceram e fizeram escravos os indefesos pigmeus e os Bochimane.

O nome Bantu não se refere a uma unidade racial. A sua formação e migração originou uma enorme variedade de cruzamentos. Existem aproximadamente 500 povos Bantu. Assim, não podemos falar de uma raça Bantu, mas sim de povo Bantu, isto significa uma comunidade cultural com uma civilização comum e linguagens similares. Depois de muitos séculos de movimentações, cruzamentos, guerras e doenças, os grupos Bantu mantiveram as raízes da sua origem comum. A palavra Bantu aplica-se a uma civilização que manteve a sua unidade e foi desenvolvida por pessoas de raça negra. O radical ntu, vulgar para a maioria das línguas Bantu, significa homem, ser humano e ba é o plural. Assim, Bantu significa homens, seres humanos. Os dialectos Bantu, e existem centenas, têm uma tal semelhança que só pode ser justificada por uma origem comum. Os povos Bantu, além do semelhante nível linguístico, mantiveram uma base de crenças, rituais e costumes muito similares; uma cultura com características idênticas e específicas que os tornam semelhantes e agrupados.

Fora da sua identidade social, são caracterizados por uma tecnologia variada, uma escultura de grande originalidade estilística, uma incrível sabedoria empírica e um discurso forte e interessante com sinais de expressão intelectual. As línguas faladas hoje em Angola, são por ordem de antiguidade: Bochiman, Bantu e Português. Das três só o Português tem uma forma escrita. Os dialectos Bantu, apresentam uma unidade genealógica. Homburger, um eminente estudioso do Bantu diz que o primeiro ponto obtido no domínio da linguística comparada foi a unidade dos povos Bantu. Também diz, tendo em conta a história desta unidade, que os primeiros descobridores Portugueses viram que os Angolanos conseguiam comunicar com os povos da costa Moçambicana. Os Bantu Angolanos estão divididos em 9 grupos etnolinguísticos: Quicongo, Quimbundo, Luanda-Quioco (Tchôkwe), Mbundo, Ganguela, Nhaneca-Humbe, Ambó, Herero e Xindonga, que por seu turno estão subdivididos em cerca de 100 subgrupos, tradicionalmente chamadas tribos.

Abaixo, encontram-se desmembrados os cargos e funções em um Candomblé Banto:
Tata Ria Inkice - Zelador / Pai

Mameto Ria Inkice - Zeladora / Mãe

Tata Ndenge - Pai pequeno

Kixika Ingoma - Tocador

Tata Kambono - Ogan

Tatta Kivonda - Aquele que sacrifica os animais

Kinsaba - O que colhe folhas

Kikala Mukaxe- Filho de santo

Tata Utala - Herdeiro da casa

Macota -Dikota - Ekedi

Kijingu - Cargo

Tata Unganga - O que joga búzios

Zakae Npanzo- Troncos de árvores colocados nas portas dos santos.

OS CARGOS NA NAÇÃO DE ANGOLA

A partir da Mameto Ria Nkise Maria Nenen e de outros Tatetos como Bernardinho e Ciri Aco,o culto banto ou Candomblé da Nação de Angola, como é chamado o culto no Brasil, teve maior destaque na comunidade afro-brasileira.
Estes negros ou bantos, como eram chamados devido a língua que falavam, seguiam a tradição religiosa de lugares como: Kassanje, Munjolo, Kabinda, Luanda entre outros.
Mas, o culto banto tem sua liturgia particular e muito diferenciada das culturas yorubá e fon.
OS NOMES DOS NKISES

Na Angola os Nkises são masculinos E Nkisi amês são femininos

Os Nkises

Os Nkises são para os Bantus o mesmo que orixás para os Yorubás, ou ainda, o mesmo que vodum para os Daometanos. Muitos autores cometem o mesmo erro ao tratar das semelhanças existentes entre um Nkise, orixá ou vodum, pois confundem semelhanças com correspondência, fazendo-nos acreditar que na verdade se tratam da mesma divindade apenas com nome distinto. Esta visão é equivocada, e cabe a nós desfazermos tal equívoco. Cada Nkise, orixá ou vodum
possui peculiaridades próprias, tratamento e culto diferenciados. Pode-se sim, dizer que existem pequenas coincidências, como por exemplo o fato de Kabila, Oxósse e Otulu serem caçadores, ou ainda, por usarem as mesmas cores. Mas não há que se confundir um e outro, pois mesmo em suas origens na África se diferem, sendo o primeiro ( Kabila ) originário do Congo, o segundo (Oxósse) originário das terras Yorubás e o último ( Otulu ) do Reino do Dahomé. Desta forma, elenco abaixo alguns dos Nkises de Angola e Congo, sem fazer qualquer correspondência entre orixá ou vodum, dando ao lado de seus nomes uma breve descrição :

Aluvaiá, Bombojira, Vangira (feminino), Pambu Njila.

É o Nkise responsável pela comunicação entre as divindades e os homens. Está nas ruas, é a este Nkise que pertencem as "bu dibidika jinjila" (encruzilhadas). Suas cores são preto, vermelho, sua saudação: Kiuá Luvaiá Ngananzila Kiuá (Viva Aluvaiá, Senhor dos
Caminhos)

Nkosi Mukumbe, Roxi Mukumbe.

É o Nkise da guerra, das estradas. É a ele que se fazem oferendas com o fim de obter abertura de caminhos. Sua cor é o azul escuro, sua saudação: Luna Kubanga Mueto - Nkosi ê (Aquele que briga por nós - Nkosi ê)

Kabila, Mutalambô, Burungunzo.

Nkise caçador, habita as florestas ou montanhas. É o responsável pela fartura, pela abundância de alimentos. Suas cores: verde para Mutalambô, Kabila e Burungunzo, e verde,azul e amarelo para Gongobira, sua saudação: Kabila Duilu - Kabila (Caçador dos Céus - Kabila)

Gongobira.

É um jovem caçador que obtém, seu sustento ora através da caça, ora através da pesca.
Suas características são as mesmas das dos caçadores ( Kabila, Mutambô, Lambaranguange) unidas as características dos Nkises da água doce ( Kisimbe, Samba ). Suas cores: verde cristal, azul cristal e amarelo ouro, sua saudação: Mutoni Kamona Gongobira - Muanza ê (Pescador Menino Gongobira - Rio ê)

Katendê.

Nkise dono dos segredos das " nsabas" ( folhas, ervas ). Sua cor é o verde ou verde e branco, sua saudação: Kisaba kiasambuká - Katendê (Folha Sagrada - Katendê)

Zaze, Luango.

Nkise responsável pela distribuição da Justiça entre os homens. Suas cores são: vermelho e branco, sua saudação: A Ku Menekene Usoba Nzaji - Nzaze (Salve o Rei dos Raios - Grande Raio)

Kaviungo ou Kavungo, Kafungê e Kingongo.

É o Nkise responsável pela saúde, estando intimamente ligado a morte. Usa preto, vermelho, branco e marrom, sua saudação: Tateto Mateba Sakula Oiza - Dixibe (O Pai da Ráfia Está Chegando - Silêncio)

Angorô e Angoroméa.

Assim como Njira, auxiliam na comunicação entre as divindades e os homens. São representados por uma cobra, sendo o primeiro ( Angorô ) masculino e o segundo ( Angoroméa ) feminino, sua saudação: Nganá Kalabasa - Angorô Le (Senhor do Arco Íris - Angorô Hoje

Kitembo ou Tempo.

É o responsável pelo tempo de forma geral, e especificamente, pelas mudanças climáticas (como chuva, sol, vento etc), portanto, atribuído a ele, o domínio sobre as estações do ano. É representado, nas casas Angola e Congo, por um mastro com uma bandeira branca.
Usa cores fortes, como: vermelho, azul, verde, marron e branco, sua saudação: Nzara Kitembo - Kitembo Io (Gloria Kitembo - Kitembo do Tempo).

Tempo ou kitembo é um Nkise da nação de Angola, é o dono da bandeira de Angola, que podemos ver em qualquer casa de Candomblé, perto do assentamento de Tempo, uma grande vara com uma bandeira branca no topo.
Tempo é o Nkise senhor das estações do ano, regente das mutações climáticas. Ainda, é considerado o Pai da Maionga, que é o banho usado pelos seguidores e iniciados da Nação de Angola, tendo sua maior vibração justamente ao ar livre, ou seja, no tempo. É exatamente ali, no tempo, que este banho feito de ervas, água do mar, de cachoeira, de rio, chuva e outros elementares vai consagrar através de tempo este iniciado.
Tempo está associado à escala do crescimento, por isso sua ferramenta é uma escada com uma lança voltada para cima, em referência ao próprio tempo.
Como expliquei, este Nkise rege as estações do ano e está ligado ao frio, ao calor, a seca, as tempestades, ao ambiente pesado e ao ambiente agradável.
Conta uma lenda da Nação de Angola, que Tempo era um homem muito agitado que fazia e resolvia muitas coisas ao mesmo tempo. Entretanto, este homem vivia reclamando e cobrando de Zambi que o dia era muito pequeno para fazer e resolver tudo que quisesse. Um dia, Zambi lhe disse:
"Eu errei em sua criação, pois você é muito apressado." Ele então respondeu a Zambi: "Não tenho culpa se o dia é pequeno e as horas miúdas, não dando tempo para realizar tudo que planejo". A partir desse momento, Zambi então determinou que esse homem passa-se a controlar o tempo. Tendo} domínio sobre os elementares e movimentos da natureza. Assim nasceu o Nkise Tempo.

Matamba, Bamburussema, Nunvurucemavula.

Trata-se de um Nkise feminino, uma Nkisi amê. É guerreira e está intimamente ligada a morte, por conseguir dominar os mortos ( "Vumbe" ). Suas cores são o vermelho e o marrom avermelhado, sua saudação: Nenguá Mavanju - Kiuá Matamba (Senhora dos Ventos - Viva Matamba)

Kisimbi, Samba, Dandalunda.

Nkise feminino, uma Nkisi amê, representa a fertilidade, é a grande mãe. Seu domínio é sobre as águas doces. Sua cor é o amarelo ouro e o rosa, sua saudação: Mametu Maza Mazenza - Kisimbi ê (Oh, Mãe da Água Doce - Kisimbi ê)

Kaitumbá, Mikaiá, Kokueto.

Também um Nkise feminino, uma Nkisi amê, tem domínio sobre as águas salgadas ( " Kalunga Grande" , o mar ). Sua cor: branco cristal, sua saudação: Kiuá Kokueto - Mametu Ria Amaze Kiuá (Viva Kokueto, Mãe das águas -Viva)

Zumbarandá.

É um Nkise feminino, uma Nkisi amê, representa o início, vez que, é a mais velha das mães. Também tem relação estrita com a morte. Sua cor: azul, sua saudação: Mametu Ixi Onoká - Zumbarandá (Mãe da Terra Molhada - Zumbarandá)

Wunje.

É o mais novo dos Nkises. Representa a mocidade, a alegria da juventude. Durante o toque para este Nkise, a dança se transforma numa grande brincadeira, sua saudação: Wunje Pafundi - Wunje ê (Wunje Feliz - Bem Vindo)

Lembá Dilê, Lembarenganga, Jakatamba, Kassuté Lembá, Gangaiobanda.

Nkise da criação, ora apresenta-se como jovem guerreiro, ora como velho curvado.
Está ligado a criação do mundo. Quando jovem tem como cores o branco e o azul, ou branco e prata, quando de idade avançada, apenas o branco, sua saudação: Kalaepi Sakula Lemba Dilê - Pembele (Quietos, Ai Vem o Senhor da Paz - Eu te Saudo)

Zambi, Zambiapongo.

Não se trata de um Nkise, mas sim do Deus Supremo, o grande criador.

Na Angola toma-se benção como: Mukuiú - responde: Mukuiú no Zambi Para os NkisesKonzondiô - responde: Zambeuatala Para as Nkisi amêsEnuncy - responde: Sendalá com Samburiká - Para Nzaze

Munzenza - Iniciado

Ndunbe - Abian

Vumbi - Egun

Dizungu Kilumbe - Saída de santo

Dimba Inkice - Obrigações oferecidas aos Santos

Kumbi Ngoma - Dias de toque

Kufumala - Defumação

Dizungu - Nlungu

Ordem do barco:

Kamoxi Rianga - o primeiro

Kaiai Kairi - o segundo

Katatu Kairi - o terceiro

Kakuãna Kauanã - o quarto

Sukuranise - Troca das águas nas quartinhas

Kota - Filhos com mais de 07 anos de feitura

OS principais Nkisis no Brasil são:

Aluvaiá, Bombo Njila, Pambu Njila: - Intermediário entre os seres humanos e o outros Nkisis (cf. Exú Orixá). Na sua manifestação feminina, é chamado Vangira.

Nkosi, Roxi Mukumbe: - Nkisi de guerra e Senhor das estradas de terra. Mukumbe, Biolê, Buré qualidades ou caminhos desse Nkisi.
Ngunzu: - Engloba as energias dos caçadores de animais, pastores, criadores de gado e daqueles que vivem embrenhados nas profundezas das matas, dominando as partes onde o sol não penetra.
Kabila: - O caçador pastor. O que cuida dos rebanhos da floresta.
Mutalambô, Lambaranguange: - Caçador, vive em florestas e montanhas, Nkisi de comida abundante.
Gongobira ou Gongobila: - Caçador jovem e pescador.
Mutakalambô: - Tem o domínio das partes mais profundas e densas das florestas, onde o Sol não alcança o solo por não penetrar pela copa das árvores.
Katendê: - Senhor das Jinsaba (folhas). Conhece os segredos das ervas medicinais.
Nzazi, Loango: - São o próprio raio, entrega justiça aos seres humanos.
Kaviungo ou Kavungo, Kafungê ou Kafunjê, Kingongo: - Nkisi da varíola, das doenças de pele, da saúde e da morte.
Nsumbu - Senhor da terra, também chamado de Ntoto pelo povo de Kongo.
Hongolo ou Angorô (masculino) e Angoroméa (feminino): - Auxilia na comunicação entre os seres humanos e as divindades (representado por uma cobra).
Kindembu ou Nkisi Tempo: - Rei de Angola. Senhor do tempo e estações. É representado, nas casas Angola e Congo, por um mastro com uma bandeira branca.
Kaiangu: - Têm o domínio sobre o fogo.
Matamba, Bamburussenda, Nunvurucemavula: - Qualidades ou caminhos de Kaiangu. guerreira, comanda os mortos (Nvumbe).
Kisimbi, Samba_Nkisi: - A grande mãe; Nkisi de lagos e rios.
Ndanda Lunda: - Senhora da fertilidade, e da Lua, muito confundida com Hongolo e Kisimbi.
Kaitumbá, Mikaiá, Kokueto: - Nkisi do Oceano, do Mar (Kalunga Grande)
Nzumbarandá: - A mais velha das Nkisi, conectada para morte.
Nvunji: - O mais jovem do Nkisi, Senhora da justiça. Representa a felicidade de juventude e toma conta dos filhos recolhidos.
Lembá Dilê, Lembarenganga, Jakatamba, Nkasuté Lembá, Gangaiobanda: - Conectado à criação do mundo.
O Deus supremo e Criador é Nzambi ou Nzambi Mpungu; abaixo dele estão os Jinkisi/Minkisi, divindades da Mitologia_Bantu. Essas divindades se assemelham a Olorun e Orishas da Mitologia Yoruba, e Olorum e Orixá do Candomblé Ketu.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

FALANGES


Quando falamos em "falanges", muitos não entendem o termo ...Bem, quantos de nós já não tomou passe com uma entidade, perguntou seu nome, e quando a entidade responde achamos que já a conhecemos e informamos no mesmo instante: "ah já tomei passe com o Sr. ou Srª no terreiro tal, lembra-se?", e a entidade lhe responder: "Não me lembro..."
Então vem aquele "achar" que o médium esta mistificando, ou o terreiro não presta, etc. inumeros são os pensamentos negativos com relação a resposta de sua pergunta. Mas irei esclarecer isso agora:
Quando vamos consultar uma entidade/ força com a qual já tomamos passe em outro terreiro, achamos que estamos diante da mesma entidade/ força e para espanto de muitos pode ser que não.
Como assim? Na maioria das vezes estamos diante de um mesmo nome de Entidade, mas não da mesma Entidade/ Força do atendimento anterior.
Para que entendamos melhor vamos encarar o nome do guia como se fosse especialista profissional: Vamos dizer que uma "Caboclo 7 Flechas", por exemplo fosse um médico Clinico Geral. No nosso plano material, quantos Clinicos gerais existem? Inumeros certo? Por quantos clinicos já passamos em consultório e depois encontramos o mesmo medico em outro hospital? Rarissimas vezes eu acredito.
É dessa forma que acontece no processo espiritual. Quando vamos ao terreiro tomar passe com o Caboclo 7 Flechas e em visita a outro terreiro encontramos outro 7 Flechas, pode não ser o mesmo,isto explica em um mesmo terreiro mais de um médium ter a manifestação de uma mesma entidade.A partir daí podemos entender o que é falange. São entidades "usufruindo" de uma força que possui o seu poder firmado e assentado e que está chamando "vários profissionais" para trabalhar.Se não fosse desta forma, como teriamos os nossos cultos coletivos, onde inumeros mediuns incorporam o orixá ogum , ao mesmo tempo? Já pararam para analisar que na mesma hora em que ocorre o trabalho em seu terreiro, em outra cidade está acontecendo uma gira da mesma forma e que algumas entidades que estão trabalhando na sua casa, também estão trabalhando na outra?
Portanto não devemos pensar que existe somente um 7 Flechas, mas sim ter a consciencia de que é que sustenta o Reino, o Trono, a estrutura de 7 Flechas, mas são varios seus representantes. Este é o poder das Falanges.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ANATOMIA DE UM MÉDIUM


  • Os Exus são minhas pernas. Ajudando-me a caminhar rumo a evolução. Cada encruzilhada é um desafio.Posso trropeçar, posso até cair, mas nunca me desviar do caminho, pois são Eles que me conduzem...
  • Os Baianos são meus braços. Com sua força e resistencia me ajudando a suportar o peso das adversidades da vida. Nos momentos de luta, meus braços são implacáveis, nos momentos de paz são só carinhos...
  • O Caboclo é meu peito; meu coração. Com sua coragem nunca recuo de meus inimigos. Posso até sentir medo das mudanças, mas nunca desistir de meus objetivos...
  • O Preto -Velho é minha cabeça ; meu cérebro. Cmo sua sabedoriaentendo que as coisas da matéria são passageiras. Com sua paciência compreendo e respeito as diferenças de meu irmão, pois somos uma grande corrente universal, e ele depende de mim tanto quanto eu dependo dele. Com sua humildade me curvo á perfeição de Deus...
  • O Erê é minha alma. Com sua inocência e pureza atinjo a plenitude, pois "são delas o Reino dos Céus..."

quarta-feira, 18 de maio de 2011

OGUN, O TEMÍVEL GUERREIRO.


Orixá conquistador, Ogum fez-se respeitar em toda a África negra pelo seu carácter devastador. Foram muitos os reinos que se curvaram diante do poder militar de Ogum.

Entre os muitos Estados conquistados por Ogum estava a cidade de Iré, da qual se tornou senhor após matar o rei e substituí-lo pelo seu, próprio filho, regressando glorioso com o título de Oníìré, ou seja, Rei de Iré.

Não é por acaso, portanto, que nas orações dedicadas a Ogum o medo fica tão evidente e a piedade é um pedido constante, pois como diz uma das suas cantigas:


Ògún pá lélé pá Ògún pá ojaré Ògún pá, ejé pá Akoró ojaré.

Ogum mata com violência
Ogum mata com razão
Ogum mata e destrói completamente.


Ogum é o filho mais velho de Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odudua esteve temporariamente cego, Ogum tornou-se seu regente em Ifé.

Ogum é um orixá importantíssimo em África e no Brasil. A sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogum é o último imolé.

Os Igba Imolé eram os duzentos deuses da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A Ogum, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos deuses da esquerda.

Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.

Em todos os cantos da África negra Ogum é conhecido, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com a sua bravura. Matou muita gente, mas matou a fome de muita gente, por isso antes de ser temido Ogum é amado.

IRÊ, CIDADE DA ÁFRICA FUNDADA POR OGUN

A cidade de Irê, localizada no Estado de Ekiti, na Nigéria, (vizinho ao Estado de Osun e próximo ao Estado de Ogun) é considerada a morada de Ogum, ou, a cidade fundada por esse Orixá. Mas, segundo lenda, Ogum se apossou da cidade de Irê, matou o rei, e lá instalou seu próprio filho no trono e regressou, utilizando ele próprio, o título de Oníìré, "Rei de Irê".

Há versões de que a cidade de Saki, e não Irê, teria sido a morada de Ogum. Ou que o Orixá teria se estabelecido em Saki, antes mesmo de visitar Irê.
Isundurin e Iwoya, teriam sido cidades também fundadas por Ogun.

Fonte: Orisa Devotion - Jacob Obafẹmi

UM ESTADO COM O NOME OGUN, NA ÁFRICA

Localizado na região sudoeste da Nigéria, o estado de Ogun é tido como o portão de entrada do país no que diz respeito às áreas ligadas à educação, medicina, direito. Possui o maior número de universidades registradas na Nigéria (nove ao todo).

Ogun surgiu em fevereiro de 1976, desmembrado do velho estado do Oeste. Além de Abeokuta, capital do estado e importante centro mercantil e terminal de estradas e ferrovias provenientes da capital do país (Lagos) e outras partes do país, há em Ogun, outras cidades de destaque como Sagamu, Ijebu-Ode e Ilaro.
O estado nigeriano de Ogun está inteiramente nos trópicos. Faz limite com a República do Benin a oeste, com o estado nigeriano de Lagos e o Oceano Atlântico ao sul, com o estado nigeriano de Ondo a leste, e com os estados nigerianos de Oyo e Osun ao norte. Estimativas realizadas em 2003, apontavam uma população em torno de 3.400.000 habitantes para 2005.
A população tida como “indígena” pertence ao grupo étnico Yorubá, incluindo os Egba, Yewa, Awori, Egun, Ijebu e Remo. As principais línguas faladas no estado são Yorubá e Inglês. Alguns dos principais festivais tradicionais do estado são: Olumo, Ogun, Igunnuko, Osun e Orisa-Oko. Outros incluem Egungun, Obirin-Ojowu, Gelede, Oro e Sango.
As duas religiões dominantes na região são o Cristianismo e o Islamismo. As crenças tradicionais, culturais e religiosas (que incluem as de Orixá – tidas como indígenas), possuem uma forte influência da posição feminina na sociedade.

Fonte: Ogun State

ABEOKUTA, A CAPITAL DE OGUN



Abeokuta é a capital do estado de Ogun, sudoeste da Nigéria. Tem cerca de 751 mil habitantes. Foi fundada em 1830 como barreira contra a invasão de daomeanos vindos do território do atual Benin. Os seus habitantes adotaram a educação do tipo ocidental após a chegada de missionários europeus em 1847, e durante algum tempo a cidade foi a maior da África Ocidental.
A capital possui atualmente muitos artesãos tradicionais, tais como ferreiros, carpinteiros, oleiros e tintureiros, e importantes indústrias, como a exploração de pedreiras, os plásticos, o processamento de alimentos e a fabricação de cerveja. Entretanto, a maioria da população ainda trabalha na produção do cacau e óleo de palma, utilizado nas margarinas e gorduras alimentares.


Fonte: retirada do jornal A gAXÉta.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

COMPROMISSO MEDIUNICO- Por Alexandre Cumino


Irmãos e filhos, recebi este texto e resolvi repassá-los, é ótimo para reflexão, boa leitura e aproveitem para pensar sobre o mesmo...

"Escrevi estas linhas para meus irmãos, filhos, do terreiro/templo/escola Pena Branca, mas creio que embora esteja carregado de alguns conceitos locais (restritos a este Templo) ofereço a todos como uma reflexão sobre o compromisso e o comprometimento mediúnico.
Alexandre Cumino."

COMPROMISSO MEDIUNICO

Desenvolver a mediunidade na Um­banda é algo considerado de gran­de responsabilidade. O mé­dium que vai se desenvolver irá lidar com vidas humanas, muitas vezes, em momentos de dor e perdas, outros em conflitos existenciais e questionamentos de valores.

Este médium para exercer mini­ma­mente bem sua atividade mediúnica diante da responsabilidade assumida deve ter ao menos comprometimento com o compromisso assumido ou que pretende assumir.

Se a tarefa mediúnica não é priori­da­de em sua vida, então podemos con­cluir que dificilmente realizará um bom trabalho para si e para os outros, pois, não basta ter o fenômeno da mediunidade ( sendo ela de incorporação ou não) e deixar que a energia de um espírito faça tudo e assuma todas as responsabilidades como se este trabalho não dependesse também de uma parceria entre a energia do médium e seus guias que necessitam dela para trabalhar e vice-versa.

Sem comprometimento o trabalho espiritual fica para segundo plano: Vela de anjo da guarda, banhos, firmezas, orações e verdades ficam para trás. Quando se dá conta já não consegue mais ter a freqüência desejada no com­promisso assumido.

Quando chega a este ponto, de dar desculpas a si mesmo e aos outros por suas faltas, temos um sinal de alerta. Talvez, este médium deva voltar a assis­tência durante um período para pensar melhor se quer apenas poder vir de vez em quando ao terreiro ou assumir um compromisso consigo mesmo e com a espiritualidade.

Somos médiuns para oferecer o dom a quem necessita,... para recebermos e buscar algo nossa posição é de con­sulente;

aquele que mais pretende oferecer que receber é médium,... aquele que pretende mais receber que ofe­re­cer é consulente.

Mas há de convir que o médium é o primeiro a receber os be­nefícios do convívio com as entidades espi­rituais.

A oportunidade de aprendizado ou­vindo as dores alheias são únicas e po­dem transformar sua vida.( você verá que não é o único a ter problemas e que há pessoas em pirores situações que a sua.)


Comprometimento mediúnico é comprometimento com a vida, o descomprometimento mediúnico denota descomprometimento com a vida, um alto enganar-se, auto sabotagem ou simplesmente um sinal de que, talvez, pode ser, que o seu caminho seja em outro lugar, o que pode ser na mesma religião ou outra religião. E ninguém pode saber esta resposta a não ser você mesmo com a força do seu coração e do seu ser junto ao “eu superior” e Deus.